Andreza,
Estive acompanhando suas discussões com a Priscila, e conosco, percebi que se confunde com a questão de se considerar o problema no caso nodal e no caso das células centradas, o que gera, como consequência, um não entendimento das células fantasmas.
Acredito que as células fantasmas surgem justamente por que vc está no caso de celulas centradas, o fato de estar neste caso tem como consequencia a celula fantasma. Se estivesse no nó, a condição de contorno também está no nó e, portanto, sua malha considera este ponto, não precisa de vc fazer estratégias matemáticas para considerar as c.c. em seu sistema linear.
Mas como estamos no caso de células centradas, e os estremos da barra ainda estão nos nós, não nos pontos centrados na célula, consequentemente não são pontos da malha. Portanto, pelo esquema numérico, as c.c. não aparecem no sistema linear e, como precisamos da condição de contorno para resolver o problema, utilizamos uma estratégia matemática (células fantasmas) apenas para dar um jeito de inserir as c.c. Como inserir c.c.?
Vc finge que sua célula fantasma é um ponto de malha (o que é mentira por ser apenas uma estratégia matemática e não algo físico do problema, por isso não poderá aparecer este ponto em seu sistema linear, apenas na discretização), chamamos a cel. fantasma de x_0.
A estratégia (por exemplo) é fazer a c.c. igual a média de x_0 e a primeira célula centrada x_1, assim temos uma relação entre a c.c. e a cel. fantasma:
g(A) = (x_0 + x_1)/2 (eq. 1)
isola o x_0:
x_0 = 2*g(A) - x_1 (eq. 2)
quando tiver a discretização e começar a substituir seus índices de 1 até N (da malha, por exemplo), aparecerá o x_0 e ai vc substitui-lo pela expressão (2) acima, e ai não haverá mais uma célula fantasma em seu problema, apenas pontos que são realmente de malha e as c.c., pronto, temos um sistema linear que sabemos resolver já por Gauss Seidel por exemplo, só chegar até esse sistema que foi diferente do EP anterior.
Ai vc aplica o método de Thomas, o que sei que já faz, então, se não converge, o problema, depois de feito o que está escrito acima, não está mais na celula fantasma, pois ela já sumiu, está no proprio programa ou sistema linear.
A convergência tem que ser de ordem 2 e razão 4, visto que sua discretização, para a equação d²u/dx² = f, tem erro de truncamento, ou local, de ordem 2 no espaço.
Desculpe se falei demais, queria ver se ficava claro, se não estiver certo, me corrijam, por favor.